Confirmaram: o iFood é uma operação de almoço executivo, 4 pratos fazem 61% da receita. A hipótese de marmita/assinatura deixou de ser palpite: a demanda está provada e concentrada. Revelaram: o delivery não está "estável em R$30 mil". O faturamento bruto está flat, mas o dinheiro que de fato cai na conta despencou, porque a promoção saiu de controle.
Entre nov/2025 e jun/2026 o repasse líquido do iFood caiu de R$ 31,5 mil para R$ 18,3 mil, quase R$ 13 mil/mês a menos no caixa. As vendas brutas mal mudaram. O que mudou foi a promoção: subiu de 8% para 21% do faturamento, enquanto o tráfego ainda CAIU 11%. É promoção defensiva, gastar mais pra segurar um movimento que encolhe. Corrigir isso vale mais que qualquer campanha nova.
Margem líquida do iFood caiu de 78% para 66% em 7 meses. A verba de promoção quase dobrou (R$3k → R$6,9k/mês) sem trazer venda nova. É o primeiro buraco a tapar, e não custa nada tapar, custa parar de gastar errado.
No iFood, de cada 100 que visitam a loja, só ~44 abrem o cardápio. A maior perda do funil está no topo, foto de capa, foto dos pratos, nome. É a conversão mais barata de arrumar e ninguém está cuidando.
Base de delivery sem CRM, 3 handles de Instagram diluindo 27 mil seguidores, agência (Nexus) que publica mas não cria nem mede. A casa tem 4,7★ e opera o comercial no improviso.
Extraído do Portal do Parceiro (ago/2025 a jul/2026). Não é estimativa, é o que aconteceu.
O "Combo Estrogonofe + bebida" converte a 32,6%, contra 24% do prato sozinho. E a bebida tem attach fraco (pouca gente adiciona). Empurrar combos e bebida sobe o ticket E a margem ao mesmo tempo, sem gastar em promoção.
Traduzindo em ação pra Nexus: reorganizar o cardápio do iFood pra que o combo seja a primeira opção que aparece, com foto que dá água na boca.
| Unit economics iFood (DRI) | Hoje | Meta | Leitura |
|---|---|---|---|
| CMV (custo da mercadoria) | 35% | 30% | 5 pontos de margem parados na ficha técnica |
| Comissão iFood | ~11% | : | Fixo do canal; migrar pro próprio economiza isso |
| Promoção + Marketing | ~14% | 3–4% | O buraco, 10 pontos a recuperar |
| Margem de contribuição | 46% | 50%+ | Combos e bebida puxam pra cima |
Delivery ≈ R$ 33 mil bruto/mês (≈ 19% da receita da casa). O salão responde por ~81%, por isso resgatar a noite continua sendo a maior alavanca de volume; o iFood é a maior alavanca de margem. As duas coisas rodam em paralelo.
Cortar promoção guarda-chuva (teto 10-12%), arrumar a vitrine (foto dos 7 pratos classe A), empurrar combo + bebida. Recupera margem já no mês 1, sem gastar, só parando de gastar errado e vendendo melhor o que já vende.
Ganho: +R$ 6–10 mil/mês de margem recuperada.
Dia âncora semanal fixo (música + oferta de bar), bio em dois turnos, parceria com @garanhunseventos, DOM ROCK mensal. O salão é 81% da receita, é aqui que mora o grosso dos R$ 40 mil. Testar 4 semanas antes de escalar verba.
Ganho: +R$ 20–28 mil/mês no mês 6.
Agora com dado a favor: o almoço executivo já é 61% do delivery. Piloto B2B enxuto (5 empresas, WhatsApp, pagamento antecipado) no mês 2, sem app, sem promessa pública. Só formaliza se bater volume + CMV ≤ 35% + zero atraso.
Ganho: +R$ 5–8 mil/mês se validar.
Hoje a Nexus publica, mas não cria conteúdo próprio nem responde por número. O reposicionamento: uma grade fixa semanal, multicanal, com KPIs claros. Abaixo, o que parar, o que arrumar, o que empurrar e a grade.
| Pauta | Formato | Canais | Objetivo |
|---|---|---|---|
| Dia âncora da noite | Reel + stories + post | Instagram, TikTok, Google | Encher a noite fraca |
| Prato da semana (herói: Frango Parmegiana) | Vídeo curto na brasa | Reels, TikTok | Alcance orgânico + desejo |
| Combo delivery | Card + story com CTA | Instagram, Google, iFood | Ticket + margem |
| Bastidor / cozinha | Vídeo curto | Reels, TikTok | Confiança, humanização |
| Prova social (4,7★) | Print de avaliação + repost | Instagram, Google | Credibilidade |
Não é "número de posts". É: conversão visita→cardápio no iFood (meta subir de 48% pra 60%), ticket médio do delivery, alcance orgânico de Reels/TikTok (meta: um vídeo acima de 10 mil views/mês), posts no Google Business por semana, e público do dia âncora. Verba começa em R$ 1 mil/mês e só sobe com métrica que prove retorno, a agência anterior queimou R$ 2–3 mil/mês sem isso.
Cada tarefa tem dono e um número pra bater. Clique Concluído ou Pendente, o status fica salvo neste navegador (mesmo fechando a página). A barra abaixo mostra o quanto do plano já andou.
O que os dados mostraram: 92% de todos os pedidos saem com desconto, média de R$ 13,76 cada, somando ~R$ 7,5 mil/mês, quase tudo bancado pela casa. E é flat: fim de semana (maior volume) e os campeões de venda, que venderiam sem desconto, também levam ~24% off. É margem doada.
| Ação | Decisão |
|---|---|
| Manter | Cupom de 1º pedido (cliente novo) + incentivo de combo (converte 32% vs 24%) |
| Cortar | Desconto guarda-chuva "sempre ligado", frete grátis geral, desconto nos 7 campeões e no fim de semana à noite |
| Meta | Promoção de 21% → 12% das vendas, em corte gradual (3 semanas) |
| Trava | Medir repasse + pedidos toda semana; se pedidos caírem >15%, segura no patamar |
| Ganho | +R$ 3–3,5 mil/mês de margem (~R$ 36–42 mil/ano) sem vender um prato a mais |
Passo a passo completo no Portal do Parceiro: arquivo 05-PLAYBOOK-S1-PROMO-IFOOD.md na pasta do projeto.
A grande diferença do plano v3: uma fatia relevante do ganho vem de recuperar margem já existente (promoção do iFood, combos, CMV), dinheiro que a casa já fatura mas está vazando. Isso é mais rápido e barato que venda nova.
| Frente | Mecanismo | Mês 2 | Mês 4 | Mês 6 |
|---|---|---|---|---|
| iFood, margem | Cortar promo + combos + CMV 35→30% | +R$ 6–9k | +R$ 8–11k | +R$ 9–13k |
| Noite (salão) | Dia âncora + eventos + parceria de mídia | +R$ 5–8k | +R$ 14–18k | +R$ 20–28k |
| Delivery, volume | Reativação + canal próprio + vitrine | +R$ 2–4k | +R$ 5–8k | +R$ 6–10k |
| Marmita B2B | Piloto → assinatura (se validar) | piloto | +R$ 5–7k | +R$ 6–10k |
| Total incremental/mês | +R$ 13–21k | +R$ 32–44k | +R$ 41–61k | |
Marco de corte no mês 2: se o total não passar de R$ 10 mil incrementais, sendo que boa parte deveria vir só de tapar o vazamento do iFood, que é imediato, o problema é execução. Parar, reler e realocar antes de subir verba.
A tese de vender a prefeituras no 1º semestre faz sentido no papel, mas é revenda/trading usando o CNPJ e o caixa, não usa cozinha nem marca. E colide com a maior fraqueza: prefeitura paga 30–90 dias depois, e o capital de giro já está comprometido até 2030.
Fica FORA da meta de R$ 30–60 mil e fora do tempo de execução das outras frentes. Se roubar foco do iFood e da noite, sai mais caro do que rende.